Os últimos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostram que estamos caminhando positivamente no combate ao tabagismo, mas o número de fumantes passivos ainda é grande.
Para que você tenha uma ideia, em 2013, o número de fumantes passivos era de 14,9%. Em 2019, por outro lado, o percentual reduziu para 12,8% (dados mais atuais).
Porém, ainda de acordo com este estudo, há uma grande incidência de jovens – maiores de 15 anos – utilizando produtos à base de nicotina.
O convívio e a necessidade de serem aceitos em um determinado grupo, faz com que o fumo passivo seja o primeiro contato com os muitos prejuízos dessa prática.
Felizmente, para os fumantes ativos, há um tratamento completo com remédios parar parar de fumar sem nicotina que tem o objetivo de garantir mais qualidade de vida e bem-estar: o Fumasil.
Contudo, no conteúdo de hoje, você será capaz de aprofundar os seus conhecimentos sobre o que é, quais os riscos e quais são as melhores formas para evitar se tornar um fumante passivo.
Vamos lá? Então, continue conosco e boa leitura!
O que é um fumante passivo?
O fumante passivo pode ser entendido como aquela pessoa que não utiliza produtos à base de tabaco, bem como seus derivados, mas que convive com pessoas que fumam.
Geralmente, essas pessoas vivem nos mesmos espaços e ambientes, muitas vezes fechados, estando, assim, expostos aos riscos dessa fumaça tóxica e nociva à saúde.
Uma informação trazida por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), do Ministério da Saúde, mostra que, assim que o cigarro é aceso, apenas uma parte da fumaça é tragada por um usuário.
Por outro lado, 2/3 da produção dessa fumaça é disponibilizada no ambiente, fazendo com que as pessoas que estão ao redor, os fumantes passivos, sejam prejudicados.
De forma prática, o comportamento é a principal característica que distingue o fumante passivo do fumante ativo – pois os riscos são quase os mesmos.
Afinal, na fumaça do cigarro são encontradas mais de 4500 substâncias consideradas tóxicas. Nesta mistura, duas fases podem ser notadas: a fase gasosa e a fase particulada.
A fase gasosa é aquela que possui uma composição maior de monóxido de carbono, ácido acético, cetonas, formol, gases amoniacos etc.
Enquanto que na fase particulada, por sua vez, pode ser encontrada uma substância psicoativa e que causa dependência: a nicotina.
Imagine, no entanto, a ação desses constituintes dentro do organismo de um indivíduo por um longo tempo sem nenhuma ação de prevenção.
O que acontece com um fumante passivo?
Atualmente, sabe-se que o hábito de fumar não causa prejuízos apenas ao fumante ativo. Quem está perto, por sua vez, acaba inalando tal fumaça.
Diferentemente do que algumas pessoas pensam, não existe um nível confortável e seguro para que determinada pessoa esteja exposta ao tabagismo.
Logo, mesmo as pessoas consideradas “fumantes passivas”, podem acabar desenvolvendo uma série de doenças, como aquelas que prejudicam os sistemas respiratório e cardiovascular.
Além disso, fumantes passivos também estão correndo risco de desenvolver alguns tipos de câncer, como o de pulmão, por exemplo.
Outros problemas, no entanto, podem acabar surgindo com pouco tempo de “fumo passivo”, tais como:
- irritação nos olhos;
- tosses recorrentes;
- coriza;
- náuseas;
- dor de cabeça;
- doenças respiratórias se agravando.
Vale ressaltar que essas comorbidades podem se agravar ainda mais quando o convívio se dá dentro de ambientes pequenos e fechados.
Outros dados apontam que esses problemas têm uma repercussão muito pior quando estamos nos referindo a crianças.
Isso porque, como ainda estão no processo de desenvolvimento do sistema respiratório, há 50% mais chance de desencadear doenças crônicas, como asma e até mesmo bronquite.
Quando o adulto já tem esse problema instalado e ainda é um fumante passivo, os sintomas gerados por essas doenças crônicas podem ser acentuados, além de provocar graves faltas de ar.
Além disso, há considerações na literatura médica com relação aos fetos, os quais acabam fumando o cigarro da mãe, gerando, assim, uma maior probabilidade de aborto ou complicações durante e após o parto, como baixo peso ao nascer, por exemplo.
A perda neurossensorial, inclusive, é outro problema que pode atingir os adolescentes que são fumantes passivos.
Essa doença, por sua vez, é caracterizada pela instalação de lesões nas células ciliadas do ouvido interno, fazendo com que os sinais não sejam capazes de chegar até o cérebro.
Porém, vale ressaltar que essa doença não é frequentemente relatada entre crianças, jovens e ou adultos. Na verdade, é noticiada apenas em quem possui surdez congênita ou em idosos.
Quais são os riscos do fumo passivo?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o tabagismo passivo como sendo a terceira maior causa de morte evitável do mundo, ficando atrás apenas do consumo de álcool excessivo e o fumo ativo.
Logo, podemos perceber que tanto fumantes ativos quanto fumantes passivos podem estar sujeitos aos mesmos riscos, claro que com graus distintos de intensidade.
Porém, além dos problemas mencionados anteriormente, há fortes chances de outras doenças se desenvolverem, como:
- infarto agudo do miocárdio;
- hipertensão;
- trombose;
- angina;
- recorrência em quadros de infecções;
- aneurisma;
- catarata;
- úlcera;
- câncer (de diferentes tipos).
Como evitar o fumo passivo?
Felizmente, a legislação brasileira tem avançado de forma considerável no combate ao fumo, justamente para combater esse problema de saúde pública.
Um exemplo claro foi a criação da Lei nº 12.546/2011, a qual institui, dentre outros dispositivos, a proibição do uso de cigarros e afins em ambientes coletivos fechados.
Por outro lado, mesmo com esses esforços e a articulação promovida por ONGs junto ao poder público, é quase impossível não se expor à fumaça do cigarro.
A melhor forma de evitá-lo, neste cenário, é evitar ficar confinado em um recinto fechado com fumantes ativos.
Caso não seja possível, cubra a boca e o nariz com um pano limpo ou utilize máscara. Afinal, esse recurso servirá como um tipo de filtro, impedindo uma exposição maior.
O assunto é tão importante que a OMS viu a necessidade de criar uma campanha estabelecendo o dia 31 de maio como o “Dia Mundial sem Tabaco”.
Saiba mais: Dia Mundial sem Tabaco – 31 de Maio – Como parar com o hábito.
Conclusão
Hoje, você foi capaz de aprender um pouco mais sobre o fumante passivo, bem como quais são os riscos pelos quais ele está exposto.
Ao longo do artigo, inclusive, você pode conferir como o fumo age nesses indivíduos e quais são as doenças que podem ser desenvolvidas a curto, médio e longo prazos.
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